Aplicativos, ingressos e moda são os itens mais comprados pelo smartphone, segundo IBOPE



São Paulo, 23 de abril de 2013 – O uso do celular, em especial os smartphones, vem crescendo de forma rápida e chamando a atenção de anunciantes. Pensando nisso, o IBOPE Media lança uma nova solução, o Mobile Report, que vai traçar, mensalmente, um perfil completo do usuário de smartphone e seus hábitos.

Em fevereiro, por exemplo, Redes Sociais foi a categoria mais acessada pelos respondentes da pesquisa.

1
Redes Sociais e/ou Comunicadores
78,8%
2
Email
75,9%
3
Notícias
57,9%
4
Músicas
47,4%
5
Entretenimento
43,8%

E quando o brasileiro mais utiliza a internet pelo celular? A resposta “enquanto espero (trânsito, fila etc)” foi a mais citada, mas há outras opções que chamam a atenção:

Enquanto espero (trânsito, filas etc)
60%
Antes de dormir
45%
Assim que acordo
29%
Enquanto assisto TV
23%
No banheiro
18%

Outro destaque é que 13% das pessoas declararam ter realizado alguma compra via mobile – um indicador de mudança de comportamento, pois, há dois ou três anos, as pessoas tinham medo de fazer compras até por meio de computadores tradicionais. Os valores gastos também supreendem:

Até R$ 30
15%
Até R$ 60
10%
Até R$ 100
18%
Até R$ 200
11%
Até R$ 300
9%
Mais de R$ 300
36%

Entre os que fizeram compras pelo smartphone, 19% adquiriram itens eletrônicos e 12%, eletrodomésticos. A compra de aplicativos, ingressos (cinemas, shows etc) e moda, no entanto, foram os mais citados, com 37%, 27% e 22%, respectivamente.

Ainda com relação a compras, o smartphone também é usado para comparar preços: 53% dos participantes dizem que costumam fazer essa comparação quando estão em lojas físicas para checar os preços em lojas online.

Além de pesquisar hábitos, o estudo Mobile Report mostra quais equipamentos as pessoas estão usando. O sistema operacional Android é o mais comum, citado por 59% dos pesquisados, seguido pelo iOS com 9%.

Dora Câmara, diretora regional Brasil do IBOPE Media, evidencia a importância deste estudo para quem pretende investir em publicidade no meio mobile: “Há 15 anos o IBOPE Media mede a internet e notamos que o acesso se expandiu através de diferentes plataformas e canais. Portanto, incluir o uso de smartphones é um passo natural para representarmos o crescente uso das múltiplas telas.  Para apoiarmos o mercado com números confiáveis, estabelecemos uma medição regular para monitorar a evolução de quando e como as pessoas se relacionam com esta nova tela”, conclui a executiva.

O estudo aponta ainda que os pesquisados prestam atenção nos anúncios que vêm ao acessar a internet pelo smartphone. Em fevereiro, os cupons de desconto foram os que mais chamaram a atenção, com 40%, seguidos por:
Promoção relâmpago
28%
Promoção de geolocalização
24%

Metodologia
A pesquisa Mobile Report é baseada em um questionário estruturado e representativo do universo de usuários de smartphone. Aplicado mensalmente em um painel de internautas, conta com no mínimo 700 pessoas. Com isso é possível acompanhar dados até hoje inéditos e analisá-los por sexo, idade, região e classe social.

Sobre o IBOPE Media 
O IBOPE Media é a maior empresa latino-americana de pesquisa de mídia. Especializada no monitoramento de meios de comunicação e sua relação com os consumidores, a empresa provê a seus clientes sistemas de apoio baseados, principalmente, em pesquisa de mídia e serviços analíticos e consultivos para subsidiar a tomada de decisão de negócios. Possui operações em 15 países da América Latina e um escritório comercial em Miami, responsável pelo atendimento a clientes internacionais.

O IBOPE Media tem parceria com as duas maiores empresas globais de pesquisa de mercado, Kantar Group e Nielsen Company. 
 
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Praticamente metade das mães brasileiras já estão conectadas à internet


Pesquisa do IBOPE Media revela que 39% do grupo utiliza a rede para se informar e 23% para se entreter
SHUTTERSTOCK
​No geral, enviar e receber e-mails são as atividades mais praticadas pelas mães que estão conectadas (84%).
​No Brasil, 47% das mulheres das principais capitais e regiões metropolitanas são mães ou responsáveis por algum integrante do domicílio onde vivem. Desse total, 57% trabalham e 83% são as principais responsáveis pelas compras da casa.

Além da exaustiva rotina de cuidar dos filhos, ser uma profissional bem sucedida e dona de casa, mais uma importante atividade é atribuída ao cotidiano das mães brasileiras: a interação com os meios de comunicação.

De acordo com dados do IBOPE Media, 97% das mães brasileiras assistiram à TV nos últimos sete dias. No mesmo período, 71% escutaram rádio, 48% acessaram a internet, 40% leram jornal, 35% viram TV por assinatura, 33% leram revistas e 3% foram ao cinema.

A busca de informação e entretenimento é crescente entre  as mães brasileiras que além de consumir dois ou mais meios simultaneamente, também consomem um mesmo meio em diferentes plataformas. A leitura do jornal impresso e digital, por exemplo, já corresponde a 7% entre elas.

Internet
A pesquisa do IBOPE Media também aponta que, no total das mães que estão conectadas à rede, 39% afirmam que acessam a internet para se informar, enquanto 23% dizem que o fazem para se entreter. Quando consideradas exclusivamente as matriarcas que trabalham, esses percentuais sobem para 46% e 27%, respectivamente.

No geral, enviar e receber e-mails são as atividades mais praticadas pelas mães que estão conectadas (84%). Mas o acesso às redes sociais também é comum, 75% delas visitaram páginas da categoria, sendo que 59% publicaram ou atualizaram conteúdo nos últimos sete dias. Ler notícias é outra atividade popular entre elas, com adesão de 67%.

Quando considerados o uso de internet nos últimos sete dias, 59% das mães também enviaram e/ou receberam mensagens instantâneas e 57% consultaram mapas, rotas e endereços.

Há ainda 56% que assistiram ou baixaram fotos e vídeos, 46% que visitaram sites de saúde e 39% que consultaram a previsão do tempo ou acessaram páginas de sites de educação e aprendizagem.
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As qualidades e defeitos de Google, Apple e Facebook


Causou estranheza, para alguns leitores, a afirmação que saiu por aqui, semana passada, de que o Google não é lá muito inovador em produtos de consumo. Está aí seu maior desafio com os óculos. Há, no Vale do Silício, inúmeras empresas, de todos os tamanhos, criando um mundo novo. O Google está, certamente, entre as três mais importantes, junto a Facebook e Apple. São, as três, empresas muito diferentes uma da outra. Compreender essas diferenças é fundamental para entender como imaginam este futuro e o que podemos esperar.

Uma empresa nasce dos talentos que reúne. São eles que ditam qual sua especialidade, quais seus pontos fracos e de onde vem o dinheiro que faz. Engenheiros dentre os melhores do mundo, as três têm. E pagam, cada vez mais, muito caro por isso. O Vale vive, atualmente, uma enorme escassez de programadores. Quem não tem dinheiro em caixa para bancar altos salários não contrata ou tenta fazer muito, com pouco.

A especialidade do Google é análise de dados. Ou seja, matemática aplicada e incrivelmente complexa. Quando nasceu, precisava descobrir como armazenar informação sobre todas as páginas da web, estabelecer critérios objetivos que lhe permitia avaliar a qualidade de cada página e responder rápido, em ordem, quais as melhores respostas para uma busca. Na última década, sofisticou-se muito. E, daí, nasceu uma segunda capacidade invejável: a de infraestrutura. Montar servidores que atendem a milhões de usuários simultaneamente, permaneçam de pé e entreguem respostas rápidas. Não é à toa que o Gmail funciona bem. Usa essa infra.

O Google faz dinheiro jogando publicidade dirigida em cada busca e web afora. Muito dinheiro. Tanto que sobra e lhe tira o foco. Gastam em inúmeros projetos, fecham inúmeros projetos. Eles dizem que é um processo de criação. Pode ser. Mas gera esquizofrenias como investir, simultaneamente, em dois sistemas operacionais. Um, o Chrome OS, que ninguém usa mas talvez dê dinheiro e outro, o Android, que muita gente usa mas rende pouco.

A Apple tem por especialidade produtos fáceis de usar. Entende gente como ninguém. Raramente tem tecnologia de ponta, o que irrita muito tecnólogo. Mas ninguém implementa novidades como aquela turma. Entendem tanto de gente que descobriram até como vender conteúdo digital Mas isso é dinheiro dos outros. O da Apple ela faz vendendo hardware. Máquinas. São atraentes, bem construídas e nelas está embutido um lucro estupendo. Como construir máquina é mais difícil do que software, ela desenvolveu uma segunda qualidade que é a da logística. Consegue comprar peças feitas em inúmeros cantos do mundo, reunir tudo num só canto, montar, e distribuir planeta afora em tempo curto e preço baixo.

Mas, diferentemente do Google, faz nuvem mal. Seus servidores são instáveis, a busca nos serviços é ruim e isto lhe impõe um risco. Seu iPhone e o iPad são mais bem acabados do que os modelos Android. Mas se dominasse a tecnologia de dados como o Google, não teria frustrado tantos com mapas e não estaria sofrendo com os serviços do Google no Android.

O Facebook faz rede social como ninguém. Um ambiente onde as pessoas querem estar e passar horas. Ninguém tem usuários tão fiéis na internet, hoje. Pressionado para fazer dinheiro com publicidade, corre o risco de irritar tanto usuários quanto potenciais clientes. O cobertor de engenheiros está curto. Há algum tempo não há novidades na rede, provavelmente porque os programadores estão dedicados a desenvolver o braço comercial. E é aí que está seu principal ponto fraco. Tem um bilhão de usuários mas ainda não tem o talento do Google para mergulhar nesta massa de dados, analisar, e fazer disto dinheiro. É um desafio e tanto.

Três qualidades: analisar dados massivos, construir produtos amigáveis e cativar usuários. Três formas de fazer dinheiro: publicidade, venda de conteúdo e de máquinas. Três dificuldades: falta de foco, falta de engenheiros e precariedade de serviços online. As três simbolizam os desafios e talentos necessários na invenção do futuro, no Vale e também fora dele.

(Pedro Doria - O Globo)
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Índia lança versão local do Bolsa Família

Programa ambicioso esbarra em falta de acesso a bancos

NOVA DÉLHI. A Índia lançou ontem o piloto de um programa social — inspirado no Bolsa Família do governo brasileiro — que pretende distribuir bilhões de dólares diretamente aos pobres, deixando de lado os intermediários usados em iniciativas anteriores que acabavam desviando o dinheiro.

Inicialmente, o programa atenderá 200 mil pessoas em 20 dos 640 distritos do país onde há cerca de 440 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza. O dinheiro será depositado diretamente na conta dos beneficiários, que terão que provar sua identidade por checagem biométrica de retinas e impressões digitais.

O ministro das Finanças, P. Chidanbaram, descreveu o programa como "nada menos do que mágico", mas críticos acusaram o governo de dar um passo maior do que as pernas num país onde grande parte da população não está inserida no sistema bancário. Além disso, o partido de oposição Bharatiya Janata acusou o Partido do Congresso de estar lançando o programa com fins eleitoreiros rumo à escolha de novos governantes em 2014.

— Num novo experimento gigantesco como este, nós podemos esperar alguns escorregões. Pode haver algum problema aqui ou ali, mas eles serão superados pelo nosso povo. É preciso ter paciência, porque essa é uma medida revolucionária para a governança da Índia — afirmou Chindambaram ontem, no lançamento da iniciativa.

PROJETO DE IDENTIFICAÇÃO

O governo indiano disse que inicialmente a verba do programa virá de dinheiro que seria gasto em outros programas sociais, como a concessão de bolsas de estudo. A longo prazo, a exemplo do Bolsa Família, a ideia é unificar todos os programas sociais.

Para eliminar os intermediários — funcionários de governos regionais que são acusados de desviar recursos dos programas sociais para o próprio bolso por meio de fraudes de cadastro —, o governo está usando dados do projeto Aadhar, que tem o objetivo de dar à população do país um número de identificação ligado a impressões digitais e de retina. Centenas de milhões de indianos hoje não possuem nenhum tipo de documento.

CRÍTICA DE INTELECTUAIS

Anteontem, 208 ativistas e intelectuais publicaram uma carta aberta acusando o governo de forçar os pobres a se inscreverem no Aadhar sem ter um esquema de segurança adequado para proteger a privacidade deles. Eles também expressaram o temor de que o governo esteja dando os primeiros passos para abandonar o sistema de distribuição de comida aos pobres, o maior programa do tipo no mundo.

"Serviços essenciais não são o campo adequado para a experimentação de uma tecnologia incerta e altamente centralizada", escreveram os manifestantes na carta aberta.

Mihir Shah, integrante da Comissão de Planejamento da Índia, admite que há muito trabalho a ser feito antes que o programa piloto possa se transformar numa realidade para todo o país. O esforço de identificação tem de atingir a maioria dos pobres da Índia, e as vilas do interior precisam ser equipadas com infraestrutura bancária e acesso à internet, hoje uma raridade.

— Vai levar tempo, e só vai acontecer quando for possível. Mas se há um horizonte que nos obriga a consertar as lacunas que atualmente impedem a transferência direta de dinheiro para os pobres, então estamos caminhando na direção certa — disse Shah.

(O Globo)
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Iluminação pública inteligente reduz o consumo e melhora a qualidade

A Avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona sul de São Paulo, é a primeira via do Brasil a ter iluminação pública com controle a distância. Desde o início de dezembro, a programação das 330 luminárias de LED instaladas em um trecho de 2,5 km é feita pela internet a partir de qualquer computador conectado a um sistema inteligente contratado pela Prefeitura com o objetivo de reduzir o consumo.

O projeto, ainda em fase inicial, custou R$ 3,9 milhões e deve ser levado a partir do ano que vem às Avenidas Presidente Juscelino Kubitschek e Hélio Pellegrino. A expectativa é de que, se aprovado pela futura gestão Fernando Haddad (PT), o modelo inspirado na tecnologia utilizada em países europeus como França, Inglaterra e Suíça seja ampliado para outras regiões da cidade. Hoje, a modernização da iluminação pública em São Paulo é de 3% a 6% ao ano.

Desenvolvido pela Phillips, o sistema City Touch tem capacidade para programar a iluminação de forma indeterminada ou alterá-la para novas necessidades. "É possível ligar e desligar as luminárias ou ainda aumentar e reduzir a intensidade das lâmpadas. Tudo isso de acordo com o dia da semana, o horário ou as características de uso", explica Flávio Guimarães, diretor da área de iluminação da empresa.

O controle é possível a partir da instalação de antenas que se comunicam via wireless (rede sem fio) e transmitem todo tipo de informação, como tempo de uso e consumo de energia. O sistema funciona como uma espécie de Google Maps. Quem tem acesso a ele sabe os detalhes de cada luminária, podendo calcular até a troca de lâmpadas e os demais serviços de manutenção. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Controle político da internet, NAO!

Guerra fria digital

Uma “cortina de ferro” pode estar sendo baixada para dividir a internet em duas – a aberta e a fechada. Essa perspectiva sombria, que lembra o cenário da guerra fria, inclusive com os mesmos protagonistas, surgiu como resultado da recém-encerrada conferência da União Internacional de Telecomunicações (UIT), órgão da ONU, realizada em Dubai.

Dos 144 países com direito a voto, 89 aprovaram um novo tratado sobre os ITRs, como são chamados, na sigla em inglês, os regulamentos internacionais de telecomunicação. Os Estados Unidos, seguidos de todos os países da Europa, além de Canadá e Japão, recusaram-se a assinar o documento, sob a alegação de que ele confere aos governos o poder de interferir no livre fluxo de informações na internet. Do lado dos que firmaram o texto estão Rússia e China, além do Irã e de países árabes, todos interessados em impor alguma limitação à web.

O Brasil alinhou-se a esse grupo, com a justificativa, segundo o ministro Paulo Bernardo (Comunicações), de que o novo acordo é uma forma de combater o “monopólio” dos Estados Unidos em relação à governança da internet.

É uma referência ao fato de que o governo americano integra as instâncias decisórias na Icann (Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), entidade privada sediada na Califórnia cuja função básica, desde 1998, é administrar os domínios da rede no mundo todo, algo essencial a seu funcionamento, mas que não exerce controle nenhum sobre o tráfego de dados na internet.

Já os acordos resultantes da conferência de Dubai, ao abrigarem uma resolução que cita a internet, na prática abrem caminho para que a UIT, uma organização intergovernamental, tenha condições de regulamentar a web.

Trata-se de uma distorção, porque a UIT é responsável por normatizar os serviços de telecomunicações, e a internet não é se não apenas um cliente desses serviços. Um exemplo desse problema é a parte da resolução que aborda o chamado “spam”, isto é, a mensagem eletrônica não solicitada, enviada em massa. Para os opositores do acordo, a definição do que é um spam, se deixada aos governos, será sempre arbitrária e muito possivelmente contrária à liberdade de expressão. Além disso, uma UIT com mais poder sobre a internet seria muito útil para as grandes empresas de telecomunicações interessadas em participar das novas formas de ganhos com a web.

Por outro lado, uma vez que deixem de ser apenas meio de transmissão e passem a ter influência sobre o tráfego de dados, essas empresas poderão romper a neutralidade da rede, impondo tarifas diferenciadas para cada tipo de serviço. Tais pedágios contrariam os princípios de igualdade da internet.

Não se discute que os governos devem agir para garantir a segurança, a proteção de dados e o respeito à propriedade intelectual na internet. No mais, a atuação deve ser indireta, tal como no sistema adotado pelo Brasil, em que o Comitê Gestor da internet, do qual o governo é apenas uma parte, serve como órgão consultivo sobre a web, sem ter qualquer poder executivo sobre ela. Além disso, desde 1995 a internet está formalmente fora da Lei Geral de Telecomunicações, sendo considerada apenas um “serviço de valor adicionado”. É justamente a ausência de controles oficiais que torna a internet dinâmica, capaz de inovar continuamente, e o modelo brasileiro está entre os melhores do mundo para mantê-la assim.

Contudo, a título de tirar dos Estados Unidos o suposto controle político da internet, países com tradição autoritária tentam legitimar internacionalmente um controle do tráfego de informações na web. O resultado é que a própria UIT, entidade que interfere em questões básicas das telecomunicações, como a coordenação de recursos de telefonia e do uso do espectro de radiofrequência, sairá enfraquecida desse confronto, algo que não aconteceu nem durante a guerra fria propriamente dita. E o governo brasileiro, movido por seu eterno objetivo ideológico de se contrapor aos Estados Unidos, assinou o tratado e aprovou a resolução sobre a internet sem reservas, legitimando esse atentado.

(Estadão)
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TV paga via fibra óptica ajuda a expandir web

Oi lança IPTV e banda larga de até 200 mega para Zona Sul e Barra

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse ontem que a TV por assinatura através das redes de fibra óptica das operadoras de telefonia, o chamado IPTV, permitirá a expansão da internet no país e o aumento da velocidade de conexão. A afirmação foi feita no lançamento dos novos pacotes de TV da Oi, que permitirão vídeo sob demanda e banda larga de até 200 megabytes por segundo (Mbps).

- Desde o ano passado, nós nos esforçamos para esse segmento andar mais rápido nas telecomunicações. Por isso, (o IPTV) vai permitir a expansão da internet no país. Ano que vem, vamos ter um plano de universalização de internet - disse. - E essas ofertas vão gerar ajustes nos preços de hoje.

O novo serviço de TV da Oi levará fibra óptica até a casa do cliente e está sendo lançado inicialmente na Zona Sul do Rio e na Barra da Tijuca. Segundo Francisco Valim, presidente da Oi, o cliente poderá contratar também internet banda larga de até 200 Mbps e telefonia fixa de forma combinada a partir de janeiro.

O IPTV da Oi faz parte dos investimentos em rede da empresa, que, neste ano, totalizarão cerca de R$ 4,5 bilhões. Paulo Bernando lembrou ainda que os investimentos das teles em 2012 devem ficar perto de R$ 24 bilhões, contra R$ 21,7 bilhões de 2011. Em 2013, devem ser ainda maiores.

Já a Net anunciou ontem a ampliação da cobertura da empresa para 44 novos municípios (oito no Rio) a partir de 1º de janeiro. Hoje, a empresa opera em cem cidades. A expansão, segundo a Net, é graças à nova Lei do Serviço de Acesso Condicionado.

(Valor)
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SUS é exemplo da inversão de papéis entre os Poderes da República

Editorial da Folha de hoje:

Remédio amargo

Ações na Justiça para obrigar governo a custear tratamentos exorbitantes tiram verbas do atendimento a quem depende só do SUS

Não para de crescer a conta do que se convencionou chamar de judicialização da saúde, a iniciativa de pacientes de acionar o poder público para obter tratamentos que não fazem parte do rol do SUS.

De janeiro a outubro deste ano, o governo federal gastou R$ 339,7 milhões em remédios, equipamentos e insumos para cumprir essas decisões judiciais. Esse valor daria para construir pelo menos dois hospitais de 80 leitos cada um e equivale a 7,5% de tudo que a cidade de São Paulo aplicou em saúde no ano de 2011 (R$ 4,5 bilhões).

Isso representa 28% mais do que o total despendido com as ações na Justiça em todo o ano de 2011. E essa é só a parte da União.

O montante aumentaria significativamente se fossem computados também os valores desembolsados por Estados e municípios. A situação é tão caótica que o valor total não é sequer conhecido.

Não se discute o direito de cidadãos recorrerem à Justiça sempre que acharem necessário. O problema é que o acúmulo de liminares -70% das decisões são desfavoráveis ao governo- acaba retirando do administrador público a capacidade de definir prioridades e decidir a melhor alocação para um volume limitado de recursos.

O pecado original, aqui, nasce com o artigo 196 da Constituição, que define a saúde como direito de todos e dever do Estado. Em vez de interpretar a passagem -justificativa de todas as ações- como mero princípio programático, magistrados lhe têm dado força de norma a cumprir, custe o que custar.

É uma visão míope. Orçamentos públicos são finitos, sabem todos, mas as possibilidades de gastar mais com a saúde não conhecem limites: sempre é possível importar uma droga experimental, ou testar uma nova terapia, a preços muitas vezes exorbitantes.

Vale observar que há uma importante assimetria na repartição de tais recursos. Com a judicialização da saúde, tendem a ser beneficiados pacientes que tipicamente necessitam de drogas caras e têm acesso a informação qualificada e a advogados particulares. Perdem, em contrapartida, os doentes pobres que dependem unicamente do SUS.

Por outro lado, não é aconselhável pender para o extremo oposto e confiar exclusivamente às autoridades sanitárias a tarefa de decidir quais tratamentos serão cobertos e quais ficarão de fora. Burocracias são, por natureza, lentas e preferem resolver seus problemas de caixa evitando novos custos.

É preciso criar formas rápidas, de preferência na esfera administrativa, e não na judicial, com controle externo da classe médica, para garantir que novas terapias sejam incorporadas ao SUS tão logo se revelem eficazes e economicamente razoáveis. Embora certa leitura da Constituição insinue o contrário, não existe tratamento grátis.

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