Prefeituras podem concorrer em edital do Governo Federal para inclusão digita

As entidades públicas e privadas sem fins lucrativos interessadas em participar do Programa Telecentros.Br têm 30 dias para apresentar suas propostas ao Governo Federal. Foi publicado nesta quarta-feira, dia 24 de fevereiro, no Diário Oficial da União, o edital com as regras do Programa que apoiará a implantação de três mil novos centros gratuitos de acesso à internet e ajudará o fortalecimento de outras cinco mil unidades em todo o país.

Todas as prefeituras devem conferir o edital publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira, seção 3, pgs. 130 a 135. O Aviso de Seleção Pública de Parcerias MP/MCT/MC Nº1/2010 diz quais regras devem ser seguidas por entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos que querem participar da implantação e manutenção de telecentros. Com base no edital, os interessados poderão apresentar propostas que vão ser examinadas pela Coordenação do Programa, composta pelos Ministérios do Planejamento, das Comunicações e da Ciência e Tecnologia.
O Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades - Telecentros.BR – pretende investir cerca de R$ 165 milhões na aquisição de equipamentos e mobiliário (R$ 64 milhões), no oferecimento de conexão em banda larga (R$ 27 milhões), na concessão de bolsas para formação de monitores (R$ 57,96 milhões) e na implantação de uma Rede de Formação (16 milhões).
As entidades com propostas aprovadas poderão receber kits com 10 computadores novos e mobiliário; kits de 5 ou 10 computadores recondicionados; além conexão à internet banda larga. Também estão previstas bolsas para jovens monitores no valor de R$ 484,01 (a quantia pode ser dividida em duas, para atendimento de dois jovens no mesmo telecentro) e participação no curso oferecido pela Rede Nacional de Formação para Inclusão Digital, a ser constituída especialmente para o Programa.
As aquisições e a distribuição dos bens e serviços aos telecentros aprovados pela Coordenação do Programa serão feitas de maneira centralizada pelo governo federal, sem repasse de recursos às entidades. As bolsas serão pagas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e a conexão ficará sob a responsabilidade do Ministério das Comunicações, que também ofertará os equipamentos de informática novos e mobiliário.
Ao Ministério do Planejamento, coordenador executivo do Programa, caberá a oferta de computadores recondicionados, em especial para a ampliação do acesso nos telecentros já em funcionamento. Também deverá constituir a Rede Nacional de Formação responsável pela formação dos bolsistas, além de receber as propostas e fornecer orientações sobre os procedimentos de inscrição. As mesmas podem ser obtidas no endereço de Internetwww.inclusaodigital.gov.br/telecentros.
A coordenadora executiva do Programa no Ministério do Planejamento, Cristina Mori, explica que os projetos apoiados devem oferecer acesso livre e gratuito a todo cidadão; funcionar no mínimo 30 horas semanais; ter o espaço adequado e arcar com a sua manutenção (incluindo água, energia elétrica, segurança e limpeza). Devem ainda constituir um conselho ou comitê, com participação da comunidade, para acompanhar as atividades do telecentro e estabelecer as regras de uso de acordo com a realidade local, entre outras diretrizes.
A qualificação e expansão da atual rede de telecentros constituem importante contribuição para incluir no universo digital aquela população que ainda não dispõe de renda para comprar computador e conectar-se à internet, de acordo com o coordenador dos programas de inclusão digital do governo federal, com Cezar Alvarez.
Ele destaca ainda o papel da Rede de Formação na capacitação dos telecentros, cujo trabalho articulado com os bolsistas permitirá melhorar a gestão dos espaços e, principalmente, estimular processos de formação e de desenvolvimento de conteúdos digitais pelas próprias comunidades.
Segundo Cristina Mori, além de proporcionar o acesso às tecnologias, as comunidades atendidas poderão utilizar os telecentros para potencializar os programas sociais dos governos municipais, estaduais e de programas sociais federais. Será priorizado o apoio a telecentros localizados nas áreas de atuação das seguintes políticas federais prioritárias:
  • Territórios da Cidadania (Ministério do Desenvolvimento Agrário);
  • Territórios de Paz/ Pronasci (Ministério da Justiça);
  • Territórios ou unidades de atendimento a povos indígenas (FUNAI);
  • Comunidades quilombolas, ciganas e de terreiros (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial/PR);
  • Territórios da Pesca (Ministério da Pesca e Aquicultura);
  • Espaços Prioritários da Política Nacional de Desenvolvimento Regional - PNDR (Ministério da Integração Nacional);
  • Áreas de interesse ambiental e Salas Verdes (Ministério do Meio Ambiente);
  • Áreas de investimento em infraestrutura social e urbana do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC e de programas de habitação de interesse social do Ministério das Cidades;
  • Pontos de Cultura (Ministério da Cultura);
  • Áreas de vulnerabilidade em que estejam localizados Centros de Referência em Assistência Social – CRAS e Centros de Referência Especializados de Assistência Social – CREAS (Ministério do Desenvolvimento Social); e
  • Organismos vinculados ao Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres – SPM/PR), entre outras ações já em desenvolvimento.
Fonte: 4CmBR - www.softwarepublico.gov.br.

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Municípios devem divulgar informações financeiras em tempo real




Os Municípios devem divulgar informações da execução orçamentária e financeira em tempo real, em meios eletrônicos de acesso público. A medida foi estabelecida pela Lei Complementar 131/2009, conhecida como Lei da Transparência, que acrescentou este dispositivo à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) 101/2000.
A determinação se aplica a todos os entes da federação – União, Estados, Distrito Federal e Municípios – e entrou em vigor dia 28 de maio de 2009. De acordo com o texto da lei, os prazos para o cumprimento da determinação será:
um ano para a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios com mais de 100 mil habitantes;
dois anos para os Municípios que tenham entre 50 mil e 100 mil habitantes e quatro anos para os Municípios que tenham até 50 mil habitantes.
Para os Municípios com mais de 100 mil habitantes, o prazo encerra agora em maio, alerta a Confederação Nacional de Municípios (CNM). A CNM relembra que as 273 prefeituras devem atender as normas dentro do prazo para evitar sanções como, por exemplo, serem impedidos de receber as transferências voluntárias de recursos públicos.
Além disso, com base no artigo 23 da LRF, o Município pode ser impedido de contratar operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das despesas com pessoal, como determina a Lei.
Fonte: CNM, em 05.03.10
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Tendência, no TSE, é aceitar até debates sem restrições na internet



Autor(es): Juliano Basile, de Brasília
Valor Econômico - 08/03/2010
 
Após ensaiar um rigor com a campanha na internet, com a ameaça de tirar blogs e sites do ar, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá adotar posição mais liberal nas eleições deste ano.
Seguindo as determinações da reforma eleitoral, aprovada no ano passado, os ministros deverão reconhecer, de maneira geral, o ambiente de liberdade de opinião na rede. Por outro lado, casos específicos de abusos deverão levar à aplicação de multas. Na hipótese de prática ostensiva de ofensas, o site pode, sim, ser retirado do ar. A venda de cadastros eletrônicos de eleitores a partidos e candidatos está proibida. O envio de mensagens eletrônicas para eleitores, que estava proibido em 2008, foi autorizado. Mas o e-mail deve ser cancelado em 48 horas, sob pena de multa de R$ 100,00 por mensagem remetida.
A regra geral, para os ministros, é que a rede é um ambiente livre, mas sujeito a punições em casos específicos de abusos.
Em 2008, o tribunal chegou a discutir meios para regulamentar todo o ato de campanha na rede, e houve a proposta de vetar a criação de comunidades de apoio aos candidatos bem como o uso do You Tube e de links patrocinados por candidatos e partidos. Porém, naquela ocasião, acabou prevalecendo o entendimento de que a campanha na internet deveria ser, em tese, aberta, pois seria muito difícil verificar abusos e aplicar punições. O tribunal acabou optando por não especificar os casos de punição, na esperança de o Congresso fazer essa tarefa com uma nova lei.
A lei aprovada, no ano passado, acabou funcionando para dar aos ministros os parâmetros básicos para que eles possam decidir a respeito de possíveis abusos de campanha.
"A nova lei melhorou muito a situação", afirmou o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto. Ele sempre defendeu que o tribunal não crie empecilhos para a campanha na rede por considerá-la um ambiente aberto para todo o tipo de discussões.
Com a aprovação da nova lei, a tendência é a de os ministros aceitarem debates sobre os candidatos nos ambientes da rede. Os debates no rádio e na televisão, por exemplo, devem seguir alguns requisitos, como a participação de candidatos adversários. Na internet, não há essa restrição.
"Eu acho que a campanha na rede deve ser livre", disse o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) José Antonio Dias Toffoli, que é especialista em direito eleitoral e poderá atuar no TSE neste ano como ministro substituto daquela Corte.
Para o ministro Marco Aurélio Mello, que presidiu o TSE, durante as eleições de 2006 e voltará a integrar a Corte neste ano, a campanha que deverá começar oficialmente em 6 de junho vai trazer novas questões no campo da internet. "Vamos lidar com novos problemas", resumiu o ministro.
A censura prévia é um deles. A nova lei proíbe a censura sobre a propaganda eleitoral a ser veiculada na internet. Por outro lado, a Justiça terá de verificar os casos ilegais, como ofensas, e decidir sobre o direito de resposta que, neste ano, deverá ser julgado com prioridade pelo TSE para todos os meios de comunicação.
Para a advogada Patricia Peck Pinheiro, autora do livro "Direito Digital", haverá sim maior abertura para as eleições deste ano no que se refere à internet. Ela explicou que a propaganda política na rede "deve ser gratuita e pode ser feita de forma bem ampla". "Mas devemos diferenciar propaganda de ato de vontade", advertiu a advogada. "A busca por informação de um candidato em um buscador é considerado ato de vontade, e não propaganda", esclareceu Patricia. "Mas se ele participar de um chat e pedir votos, aí já é propaganda", continuou a advogada.
Os primeiros processos contestando o uso de meios eletrônicos na campanha devem chegar ao tribunal antes mesmo do início da campanha. Em fevereiro, o Ministério Público da Bahia aceitou representação feita pelo PMDB contra o governador do Estado, Jaques Wagner, por causa do uso do twitter. Assessores do governador postaram no microblog mensagens de apoio à candidatura de Wagner à reeleição, o que seria proibido antes do início oficial da campanha. Por esse motivo, o MP quer que Wagner seja condenado a pagar multa que varia de R$ 5 mil e R$ 25 mil.
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A emenda pior que o soneto


Quando aprovou o orçamento deste ano a Assembleia incluiu uma emenda de autoria do Deputado Paulo Davim que, conforme anunciada, remanejaria R$ 40 milhões de diversas fontes, retirando dinheiro de várias ações e programas, para fazer face ao aumento da despesa com pessoal decorrente da implantação do plano de cargos e salários da secretaria de saúde do estado.

No entanto, quando a área financeira e jurídica do Estado receberam o orçamento aprovado pela Assembleia veio a grande surpresa: a emenda alocou recursos não no programa de manutenção da secretaria, de onde sai o dinheiro para pagar PESSOAL e que era o que se imaginava, mas no programa destinado à REVISÃO E APRIMORAMENTO DO PLANO DE CARGOS, em ação destinada à contratação de especialistas para revisar o Plano de Cargos e Salários.

A expectativa gerada, inclusive entre os servidores cujas entidades representantivas se mobilizaram na época da votação da emenda, foi totalmente frustrada.

Foram enganados?

Por quem?

Por quê?

Teria havido erro por parte da assessoria técnica do deputado Davim? Da assessoria da Assembleia? Ou alguma outra motivação teria preponderado para que uma ação considerada supérflua (ou até desnecessária na escala de prioridades de uma área delicada como a saúde) tivesse uma verba de R$ 40 milhões só para contratar consultores?

Ninguém no Governo entendeu.

Mas... e a solução?

Simples. Veta-se a emenda por erro técnico e por inadequação orçamentária... e encaminha-se um novo projeto de lei realocando os recursos de forma correta, ou seja, na rubrica destinada a pessoal, assegurando-se o uso dos recursos para – realmente – melhorar salário dos servidores, aplicando-se o plano, atendendo a categoria e atendendo até o desejo prenunciado do Deputado Médico Paulo Davim.

Assim se procedeu e, para melhor esclarecimento da questão, houve várias reuniões entre técnicos do Governo e da Assembleia, sempre com a presença dos líderes e da própria Mesa da AL.

Mas a história não parou por aí.

Como coisas que só acontecem no Rio Grande do Norte, uma parte dos Deputados entendeu de lutar pela derrubada do veto, independente de ter erro ou não. Independente da constatação de que a emenda, tal como feita, na verdade é PREJUDICIAL aos servidores pois a rubrica em que a verba foi alocada impede que seja usada no pagamento de salários de servidores efetivos.

Enveredaram pelo discurso meramente político e de ocasião, pela bravata, pela agressão ao bom senso, pela total desconsideração aos princípios básicos da atividade pública... e  DERRUBARAM, por um placar de 13 a 10, o veto que corrigia e solucionava o problema.

Mais...

Sob aplausos de entidades sindicais da saúde, presentes à sessão, que - ou não foram informados corretamente o que estava acontecendo ali - ou – simplesmente – não se preocuparam com a situação salarial de suas respectivas bases e preferiram tão somente engrossar o ato político da derrubada de um veto do Governo.

Qual a lógica disto? Não sei. Confesso que não entendo.

O Dep. Paulo Davim é tido como uma das boas cabeças da Assembleia, uma pessoa esclarecida, por demais consciente. Não admitiu o erro de sua emenda? Não ouviu os técnicos – isentos – que demonstraram claramente que houve grave desvirtuamento entre o que ele anunciou propor e o que realmente veio aprovado no texto final (chamado de autógrafo) da lei orçamentária deste ano? Estranho...

Tanto é assim que o Depuptado José Dias, um dos mais ferrenhos opositores ao Governo, num gesto que reputo grandioso e muito coerente votou CONTRA a derrubada do veto. Por ter visto o erro. E declarou isto à imprensa logo em seguida à votação de ontem: “Sentiria vergonha se tivesse votado contra este veto”.

Por fim...

A consequência prática da derrubada do veto para o Governo será nula ou mínima. O Governo ficou com uma verba de R$ 40 milhões para contratar consultores para dar uma revisada no plano de cargos já elaborado na Saúde. E os servidores ficaram com estes R$ 40 mi a menos na rubrica que banca os seus salários, algo que impedirá ou dificultará muito a implementação do seu plano.

Uma pena.


(Obs: artigo publicado no Jornal Tribuna do Norte de hoje).





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Município que faz mais pelas crianças ganha reconhecimento e prêmios



Discussão nas reuniões em torno do Plano de Governo da então candidata Wilma de Faria em meados de 2002:

- Quer dizer que as políticas básicas de saúde, educação e assistência social estão todas entregues aos Municípios? Foram 'municipalizadas'?

- Sim. E os recursos para desenvolvimento e manutenção dos serviços e programas nesta área, também. Estão indo direto para a Prefeitura de cada cidade.

- E qual o papel do Estado nestas ações, afinal?

- O papel é - digamos - de apoiador e regulador. Mas o Estado não está mais à frente da execução. A lógica é que os Municípios têm melhores condições de executar as políticas por estarem mais perto, mais próximo do dia a dia da população.

- Ah... mas as pessoas em geral ainda não se dão conta disto. Não há esta cultura de que ações básicas de  saúde, educação, cuidados com a infância, com os mais pobres... seja responsabilidade da Prefeitura local. Continuam achando que é competência do Estado, até pela tradição de décadas, que não se desfaz de uma hora para outra.

- É mas... o importante é encontrar formas de estimular os Municípios a cumprirem bem estas novas missões constitucionais. Porque nós temos aqui, no Plano de Governo de Wilma, metas ambiciosas de redução da mortalidade infantil, de combate à fome e à miséria, de melhoria da qualidade do ensino entre várias outras, cuja responsabilidade pela execução está a cargo dos Municípios. E aí vem a questão: como trabalhar para articular e estimular os Municípios a cumprirem bem o seu papel, com o apoio do Estado e da União, de forma que possamos realizar, cumprir estas metas.

- Vamos estudar. Vamos pensar!

Pois bem.

Uma das coisas pensadas - ainda naquele tempo - foi criar um sistema que permitisse acompanhar o desempenho de cada Prefeitura na condução de suas políticas sociais. E criar mecanismos de estímulo e reconhecimento que estabelecesse uma espécie de concorrência saudável, do bem, entre os Prefeitos que passariam a disputar QUE município faria mais pela melhoria da qualidade de vida de seus habitantes.

Foi quando surgiu o selo UNICEF com o mesmo objetivo.

Aí a Governadora resolveu adotar o programa do selo como o nosso sistema de estímulo. E agregou a ele uma PREMIAÇÃO como reconhecimento e destaque aos Prefeitos que conseguiram melhor performance nos serviços de atendimento à população no RN.

O RESULTADO???

O RN foi o SEGUNDO estado do Brasil com mais Municípios aprovados pelo rigoroso teste do UNICEF. Saltamos de 21 em 2006 para 43 Municípios contemplados com o selo na sua última edição (2008). Mais do que dobramos. E, cumprindo a palavra, a Governadora está entregando a cada um destes Municípios um VEÍCULO - a ser usado no apoio aos programas sociais - como prêmio de estímulo a que cada prefeitura faça mais e mais pela melhoria da saúde, educação e assistência social em seus municípios.


LINK SOBRE O ASSUNTO:

http://www.searh.rn.gov.br/content/aplicacao/govrn/imprensa/enviados/noticia_detalhe.asp?nImprensa=0&nCodigoNoticia=9778

http://www.selounicef.org.br/_selounicef.php?op=1&k=1
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Adeus a Ruy Pereira


Ruy de Peba era como conhecia, desde criança, um dos filhos ilustres da minha terra, Lucrécia, assim considerado Ruy Pereira, irmão de Jaime Calado, de Fernando Lucena, de Ary e de Elisa (in memorian)...

Eles nasceram em Campina Grande, mas desde criança foram morar em Lucrécia com sua mãe, Maria Lalá, da família dos 'Marinheiros', como eram conhecidos os 'galegos' que cultivavam as terras próximas do rio Boqueirão e do Açude Lucrécia.

Peba, como era conhecido o seu Pai, era membro do partido comunista e como tal militava na clandestinidade, lutando contra a ditadura. Por isso Lucrécia foi o refúgio perfeito para preservar seus filhos, ainda pequenos, da intensa perseguição que sofrera do regime autoritário. Lucrécia era pacata, tranquila, pequena, distante.

Mas eles não ficaram só lá. Estimulados pelo Pai e apesar da pobreza em que viviam (a sobrevivência vinha do trabalho braçal) se dedicaram a estudar e durante o período letivo iam para Jardim de Piranhas e Caicó, onde moravam outros familiares. Viajavam percursos de até 150 km em bicicletas precárias. Nas férias, voltavam para Lucrécia para 'bater tijolos' (confecção manual de tijolos de argila) e plantarem nas vazantes do rio para garantir a compra dos livros, roupas e o sustento nos estudos.

Coseguiram se formar médicos, ele e Jaime. Seguiram a tradição política do Pai, viraram referência na cidade para muitos que, como eu, passei a admirá-los. Não só pela convivência que tiveram com meus pais, na adolescência e juventude... mas pelo idealismo, generosidade, exemplo de força, de coragem.

Aprendi muito com eles. Trabalhamos juntos em várias situações. Na Prefeitura de Serra Negra, na FUNASA e agora, mais recentemente, no Governo do Estado, como colega de equipe.

Imagine... saídos todos da pequenina Lucrécia, compondo equipe de primeiro escalão do Governo Estadual... servindo à causa pública, fazendo valer os ideais e, sobretudo, o conhecimento de base aprendido na convivência com as mais duras realidades, mirando firme no combate às desigualdades e injustiças sociais que conhecemos de perto, porque vivemos nela por muitos anos.

Estou profundamente abalado pela perda repentina de Ruy, ceifado em um acidente automobolístico noite passada quando se dirigia a Recife. Tinha estado com ele este dias, tratando do imenso programa de reestruturação das escolas públicas que ele, abnegado como sempre (considerado um 'trator' para trabalhar como eu costumava dizer), estava preparando em cumprimento às metas da Governadora Wilma.


Ruy deixa muita tristeza, muita saudade - em especial aos seus amigos-irmãos, como nos considerávamos. Mas deixa também um legado de luta, de espírito público, de ideais, de muitos serviços prestados e de ensinamentos que lhe fará eterno como marco importante na história do desenvolvimento do nosso Rio Grande do Norte.
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Ainda bem que temos o twitter

Tá vendo como é bom ter blog, twitter...


Luana Ferreira do Novo Jornal me mandou ontem a seguinte mensagem:

Boa tarde, secretário

Estamos fazendo uma matéria de repercussão das declarações da governadora Wilma de Faria sobre o programa Pró-Transporte. Sexta, no encontro de lideranças da Zona Norte, ela disse que a prefeitura não estava fazendo a parte dela. Fomos ouvir a prefeitura, e o procurador geral do município, Bruno Macêdo, acusou o governo de estar tornando as obras lentas por falta de repasse. Ele disse o seguinte: 
"A informação que a gente tem é que o governo utilizou esse dinheiro para folha de pagamento. Entre as pessoas que estão envolvidas no Pró-Transporte, é ciência inequívoca de todos que o Pró-Transporte caminha a passos lentos pela falta de recursos do estado para o município". Ele também falou de R$1.095 milhão que seriam reservados do empréstimo do BNDES para as desapropriações e que não foi repassado.

Minhas perguntas são:
1 - Por que o repasse para as desapropriações não foi feito até o momento?
2 - Existiu mesmo esse desvio de R$ 1.095 milhão, que eram previamente destinados às desapropriações, para pagamento de pessoal?
3- Qual é o valor total do empréstimo do governo estadual? Ele já foi liberado pela Caixa Econômica Federal?
4 - Quando o governo começa a pagar?
5 - Por que, apesar de as cobras terem se iniciado em 2006, só 17% do Pró-Transporte foi realizado?


Aguardo resposta. Infelizmente, precisamos disso ainda hoje, porque a matéria será publicada amanhã.

Abs,
Luana Ferreira
Repórter do Novo Jornal
8873.2843







Eu a respondi com o texto abaixo (erros de digitação são devido ao teclado do celular, de onde escrevi):


Luana:

A area do Governo do Estado que conduz o assunto eh a Sec de Infra-Estrutura, cujo titular eh Damocles Trinta que esta viajando hoje e, neste caso, voce deve procurar o seu Adjunto, Vitor Dantas que, alias, vem ser irmao de... Bruno Macedo.

Mas, de antemao, posso lhe adiantar:

1) A Governadora nao dirigiu criticas a Prefeita Micarla. Mencionou que as obras estavam atrasadas devido a problemas de desapropriacao e de licenciamento que sao de incumbencia da Prefeirtura desde a epoca do Prefeito anterior, Carlos Eduardo.

2) Os recursos destinados as obras estao depositados na conta especifica do convenio na Caixa Economica e, como tal, nao ha qualquer risco de serem usados em qualquer outra finalidade. A Caixa libera os recursos conforme as obras avancem;

3) Quanto aos recursos para indenizar as desapropriacoes, ficou estipulado no convenio original que ficariam por conta da Prefeitura a titulo de contra-partida do convenio, conforme preve a norma. Entretanto, diante da crise financeira que dificultou a Prefeitura cumprir com esta contra-partida e como forma de fazer com que as obras avancem, a Governadora resolveu assumir, tambem, este encargo e esta repassando os recursos para que a Prefeitura pague as indenizacoes. Como esta definicao ocorreu no final do ano passado e houve demora na abertura do orcamento do Estado pelo atraso do envio pela Assembleia este ano, somente agora estes valores, assumidos espontaneamente pelo Estado, estarao sendo repassados (proximos dias).

4) Fui informado pelo Secretario Damocles que houve uma reuniao ontem entre ele e os secretarios municipais Augusto Viveiros e Demetrio, em que estes detalhes foram ajustados e foram definidas acoes de lado a lado para darem ritmo acelerado as obras.

Obs: embora de iniciativa da Governadora e financiada pelo Estado, estas obras estao sendo executadas pela Prefeitura do Natal, dada a sua natureza e o fato da Prefeitura ja dispor, na epoca, de projetos e contrato para sua execucao.

Os recursos do Estado sao repassados para Prefeitura atraves de Convenio entre estado e municipio.



Enviado do meu BlackBerry® da TIM




...ou seja: em nenhum momento culpei ninguém por nada. Apenas fiz um relato esclarecendo pontos da pauta (forçada) do jornal, com elementos bem objetivos.


Mesmo assim, o jornal 'tascou' em sua manchete de hoje:










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Google quer mudar Gmail para tomar espaço do Facebook


Economia & Negócios


9 de fevereiro de 2010 | 8h56
Sílvio Guedes Crespo
Atualizado às 10h44
O Google vai transformar seu serviço de e-mails Gmail para incluir alguns aspectos das redes sociais de rápido crescimento, reporta o jornal britânico Financial Times.
O diário, que afirma ter obtido as informações por pessoas familiares ao projeto do Google. Segundo o periódico, a empresa quer participar do “boom” das redes sociais e para isso terá que se opor à “ameaça que o Facebook coloca sobre alguns dos seus serviços principais”.
Os projetos do Google para se estabelecer em redes sociais “não ganham tração”, segundo o jornal. “Qualquer coisa que o Google faz no Gmail pode ser vista como uma manobra defensiva”, afirmou Ray Valdes, analista da Gartner, ao Financial Times.
O Google planeja dar aos usuários do Gmail uma forma de agregar as atualizações dos seus vários contatos, criando uma série de notificações que espelharia as atualizações em tempo real do Facebook e do Twitter, afirma o Financial Times.
Wall Street Journal acrescenta que o projeto do Google pode interagir com outros serviços da empresa como o site de vídeos YoutTube e o de fotos Picasa.
Ao jornal The New York Times, que também publica reportagem sobre o assunto, o consultor tecnológico Jeremiah Owyang afirma que “pode parecer um avanço pequeno, mas é mais uma investida na guerra contra o Facebook”.



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