
Autor(es): REDAÇÃO, COM AGÊNCIAS
Jornal do Brasil - 28/10/2009
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai financiar com até R$ 400 milhões cada projeto de estádio a ser reformulado ou construído para a Copa do Mundo de 2014. Os financiamentos terão carência de três anos.
BNDES financiará com até R$ 400 milhões cada obra nova ou reforma de sedes para jogos
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi autorizado a financiar com até R$ 400 milhões cada estádio que será construído ou reformado para a Copa do Mundo de 2014. O desembolso terá que corresponder a pelo menos 75% do valor total do projeto. Os financiamentos terão três anos de carência e até 12 anos de prazo para amortização.
Os tomadores do crédito pagarão taxa de juros de longo prazo (TJLP), atualmente em 6% ao ano) mais 1,9% ao ano. Nas operações com o setor privado, incidirão as mesmas taxas, mas acrescidas de uma taxa extra, que varia de acordo com a classificação de risco de cada companhia. As condições foram definidas pelo governo federal em reunião ontem e serão submetidas ao Conselho Monetário Nacional, que analisará o assunto em sua reunião de amanhã.
“Caberá ao BNDES verificar a viabilidade econômica dos projetos que se candidatarem à obtenção de apoio financeiro.
O Banco levará em conta também as ações de urbanização no entorno de cada estádio, visando sua integração com a respectiva cidade-sede.
O BNDES também vai estimular o uso de tecnologias ambientalmente sustentáveis na construção e operação de cada arena esportiva”, informou nota distribuída pelo banco.
Segundo o ministro do Esporte, Orlando Silva, o presidente Lula determinou que seja organizada uma reunião com representantes das cidades para fechar acordos específicos.
Nos próximos dias, deve haver uma decisão, política agora, com governadores e prefeitos sobre as propostas que eles apresentaram destacou o ministro.
Expansão O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, ressaltou ontem a tendência de expansão do crédito no Brasil, devido ao aumento dos investimentos no país e à estabilidade da economia.
– O mercado de crédito tende a se expandir mais por causa dos muitos investimentos no Brasil – afirmou Meirelles, em São Paulo. Ele ressaltou que os investimentos não serão feitos apenas no setor privado, mas também no setor público.
Como exemplo, citou as obras do Programa de Aceleração do Crescimento, o pré-sal, os investimentos em infraestrutura, e os grandes eventos esportivos que o país sediará – a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016.
Para ele, o Banco Central e o governo devem permanecer atentos para a expansão do crédito com responsabilidade: "Uma das lições da crise é que ela nasceu de expansão de crédito. Crédito mal concedido gera males à frente", afirmou.
O presidente do BC ressaltou também que a estabilidade da macroeconomia propiciará um crescimento positivo do crédito, com prazos mais longos, cujas operações, representaram 45,2% do PIB em agosto passado.






