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Hospitais públicos do Nordeste estão à beira do colapso
20/08 - 09:55 - Agência Estado

O caos da saúde pública tem sido exposto, nos últimos meses, por cenas de horror nas emergências de hospitais nordestinos. Pais chorando por um bebê que morreu esperando atendimento em Maceió, gente desesperada aguardando um leito em Recife, onde a emergência do Hospital da Restauração (HR) - a maior do Nordeste -, superlotada, não dá conta dos doentes que se amontoam pelos corredores.
Médicos se mobilizaram em Pernambuco, Paraíba e Alagoas por meio de protestos, movimentos de demissão coletiva ou greve, denunciando a ausência de condições de trabalho que os obrigam a escolher, numa rotina diária, quem vai viver e quem vai morrer.O sanitarista, pesquisador e diretor de planejamento da Secretaria de Saúde de Recife, Domício Sá, observa que muita gente que é trazida em ambulâncias do interior prefere nem perder tempo nos hospitais regionais diante de “experiências negativas” de quem tentou. Enfrentam centenas de quilômetros para chegar às emergências do HR, Hospital Getúlio Vargas e Otávio de Freitas, as maiores da capital - normalmente em ambulâncias mal equipadas e sem acompanhamento profissional, o que não raro leva o paciente a óbito no trajeto.
O número de profissionais qualificados também é insuficiente. “O SUS cresceu na quantidade de serviços prestados, mas o modelo de atualização médica não se adequou”, avalia o secretário-executivo de gestão da Secretaria Estadual de Saúde, Cláudio Duarte. Ele estima que 30% dos profissionais da saúde pública em Pernambuco têm contrato temporário.
No Ceará, os dois maiores hospitais públicos - Instituto Dr. José Frota (IJF) e Hospital Geral - ficam em Fortaleza. Como na maioria dos municípios cearenses, a infra-estrutura das secretarias municipais de Saúde resume-se a ambulâncias que trazem os pacientes para a capital. As duas unidades estão sempre superlotadas.
No Piauí, a capital Teresina concentra o atendimento de urgência do Estado e ainda recebe pacientes do Pará, Maranhão, Tocantins e Ceará. O pronto-socorro do Hospital Getúlio Vargas (HGV), o maior do Estado, atende 40% acima de sua capacidade. Há macas no corredor, pacientes no chão e até no pátio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
A SOLUÇÃO:
27/01/2010 , às 19h30
Presidente Lula inaugura terceira UPA de Pernambuco
Até o final deste 1º semestre, outras nove unidades deverão ser abertas no estado. O Ministério da Saúde prevê repassar para a unidade de Paulista o custeio mensal
Veja também:
Presidente Lula inaugura primeira UPA de Juiz de Fora
A terceira Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas (UPA) de Pernambuco foi inaugurada nesta quarta-feira (27) no município de Paulista, região metropolitana de Recife, com a missão de ajudar a desafogar o fluxo intenso dos hospitais da capital. Na solenidade de inauguração, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmou o compromisso do governo federal de liberar recursos para a construção e aquisição de equipamentos para 500 UPAs, no biênio 2009/2010. Os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e da Saúde, José Gomes Temporão, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, também estiveram presentes no evento.
O governo estadual arcou com a construção desta unidade de Paulista, de porte III, e com a compra de equipamentos – um total de R$ 4 milhões. O Ministério da Saúde, por sua vez, deverá repassar R$ 250 mil mensais para o custeio dessa UPA – o equivalente a R$ 3 milhões por ano –, depois de visita técnica a ser realizada ainda no começo do mês de fevereiro. O atendimento é 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Esta parceria entre os governos federal e estadual faz muito bem à saúde”, ressaltou o ministro Temporão. “Não basta construir hospitais. Esta UPA, integrada ao SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), à Estratégia de Saúde da Família, aos programas Farmácia Popular e Brasil Sorridente, entre outros, vai permitir o atendimento àquela mãe que acorda de madrugada com seu filho com febre ou a quem está com dor”.
Além de Paulista, os municípios pernambucanos de Olinda e de Igarassu tiveram UPAs este ano inauguradas, respectivamente nos dias 4 e 11 de janeiro. São as primeiras unidades a serem abertas no estado. Ainda no primeiro semestre, segundo o governo estadual, devem ser inauguradas outras nove UPAs – uma no interior do estado (em Caruaru) e oito na Região Metropolitana de Recife (em Imbiribeira, Caxangá, Torrões, Curado, Engenho Velho, Barra de Jangada, Cabo de Santo Agostinho e São Lourenço da Mata).
A UPA de Paulista começa a funcionar nesta quinta-feira (28), a partir das 7 horas. Ela funcionará de forma integrada ao Hospital Metropolitano Norte Miguel Arraes, inaugurado em Paulista em 15 de dezembro.
REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES REGIONAIS - Na solenidade ocorrida em Paulista, o governador Eduardo Campos reconheceu o esforço empreendido pelo Ministério da Saúde para a redução das distorções nos recursos repassados mensalmente aos estados. “Hoje, proporcionalmente, os estados das regiões Norte e Nordeste começam a reduzir essa diferença. Queremos que todos os estados recebam o mesmo recurso por habitante/ano para atender sua população”, reforçou o ministro Temporão.
Em todo o país, 290 Unidades de Pronto Atendimento 24 Horas receberam desde 2009 recursos para a sua construção. Elas estão espalhadas por 239 municípios em 25 estados, além do Distrito Federal. O governo federal liberou cerca de R$ 600 milhões para as obras e a compra de equipamentos no país. O andamento das obras é de responsabilidade dos municípios.
A distribuição das UPAs 2009/2010*:
Presidente Lula inaugura primeira UPA de Juiz de Fora
A terceira Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas (UPA) de Pernambuco foi inaugurada nesta quarta-feira (27) no município de Paulista, região metropolitana de Recife, com a missão de ajudar a desafogar o fluxo intenso dos hospitais da capital. Na solenidade de inauguração, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmou o compromisso do governo federal de liberar recursos para a construção e aquisição de equipamentos para 500 UPAs, no biênio 2009/2010. Os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e da Saúde, José Gomes Temporão, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, também estiveram presentes no evento.
O governo estadual arcou com a construção desta unidade de Paulista, de porte III, e com a compra de equipamentos – um total de R$ 4 milhões. O Ministério da Saúde, por sua vez, deverá repassar R$ 250 mil mensais para o custeio dessa UPA – o equivalente a R$ 3 milhões por ano –, depois de visita técnica a ser realizada ainda no começo do mês de fevereiro. O atendimento é 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Esta parceria entre os governos federal e estadual faz muito bem à saúde”, ressaltou o ministro Temporão. “Não basta construir hospitais. Esta UPA, integrada ao SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), à Estratégia de Saúde da Família, aos programas Farmácia Popular e Brasil Sorridente, entre outros, vai permitir o atendimento àquela mãe que acorda de madrugada com seu filho com febre ou a quem está com dor”.Além de Paulista, os municípios pernambucanos de Olinda e de Igarassu tiveram UPAs este ano inauguradas, respectivamente nos dias 4 e 11 de janeiro. São as primeiras unidades a serem abertas no estado. Ainda no primeiro semestre, segundo o governo estadual, devem ser inauguradas outras nove UPAs – uma no interior do estado (em Caruaru) e oito na Região Metropolitana de Recife (em Imbiribeira, Caxangá, Torrões, Curado, Engenho Velho, Barra de Jangada, Cabo de Santo Agostinho e São Lourenço da Mata).
A UPA de Paulista começa a funcionar nesta quinta-feira (28), a partir das 7 horas. Ela funcionará de forma integrada ao Hospital Metropolitano Norte Miguel Arraes, inaugurado em Paulista em 15 de dezembro.
REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES REGIONAIS - Na solenidade ocorrida em Paulista, o governador Eduardo Campos reconheceu o esforço empreendido pelo Ministério da Saúde para a redução das distorções nos recursos repassados mensalmente aos estados. “Hoje, proporcionalmente, os estados das regiões Norte e Nordeste começam a reduzir essa diferença. Queremos que todos os estados recebam o mesmo recurso por habitante/ano para atender sua população”, reforçou o ministro Temporão.
Em todo o país, 290 Unidades de Pronto Atendimento 24 Horas receberam desde 2009 recursos para a sua construção. Elas estão espalhadas por 239 municípios em 25 estados, além do Distrito Federal. O governo federal liberou cerca de R$ 600 milhões para as obras e a compra de equipamentos no país. O andamento das obras é de responsabilidade dos municípios.
A distribuição das UPAs 2009/2010*:
UF | Nº de UPAs autorizadas |
Acre | 2 |
Amazonas | 2 |
Alagoas | 5 |
Bahia | 19 |
Ceará | 11 |
Distrito Federal | 8 |
Espírito Santo | 3 |
Goiás | 12 |
Maranhão | 8 |
Mato Grosso do Sul | 3 |
Mato Grosso | 5 |
Minas Gerais | 22 |
Paraíba | 4 |
Pará | 12 |
Paraná | 15 |
Pernambuco | 6 |
Piauí | 5 |
Rio de Janeiro | 23 |
Rio Grande do Norte | 5 |
Rondônia | 2 |
Roraima | 2 |
Rio Grande do Sul | 16 |
Santa Catarina | 7 |
Sergipe | 3 |
São Paulo | 87 |
Tocantins | 3 |
Total | 290 |
* Dados até 27 de janeiro de 2010
MELHORIA NO ATENDIMENTO - As Unidades de Pronto Atendimento oferecem serviço de Raio X, laboratório para exames, aparelho de eletrocardiograma e atendimento pediátrico. Nelas, a população pode resolver problemas como pressão alta, febre, cortes, queimaduras, alguns traumas, e receber o primeiro atendimento para infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC), entre outras enfermidades. Quando o paciente chega à unidade, os médicos prestam socorro, controlam o problema e detalham o diagnóstico. Eles analisam se é necessário encaminhar o paciente a um hospital ou mantê-lo em observação por até 24h.
O projeto UPA 24h é uma iniciativa do Ministério da Saúde para reorganizar o fluxo de atendimento na rede pública, com o objetivo de melhorar a assistência oferecida à população, desafogando os hospitais. As unidades estão integradas à rede do SAMU, à rede básica de saúde e à Estratégia Saúde da Família. Criada em 2002, a proposta integra a Política Nacional de Atenção às Urgências e Emergências e baseou-se em experiências de sucesso em cidades como Campinas (SP), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ).
REDUÇÃO DE FILAS - A experiência do estado do Rio de Janeiro, que possui 23 UPAs em funcionamento, demonstra a eficiência desses serviços no atendimento de urgência e emergência, resolvendo grande parte dos problemas sem necessidade de encaminhar o paciente a hospitais. O grau de resolutividade tem sido alto. Um exemplo: de maio de 2007, quando foi inaugurada a primeira unidade da rede (no bairro Maré, na capital), até o final de dezembro de 2009, 99,42% dos casos atendidos em 22 das unidades do Rio de Janeiro foram solucionados nas próprias UPAs.
As cidades interessadas em construir unidades devem ter o serviço de SAMU/192 habilitado ou estar em processo de aprovação do projeto. Entre os requisitos está o compromisso de atingir, no mínimo, 50% de cobertura da Estratégia Saúde da Família na abrangência de cada UPA, no prazo máximo de dois anos.
O QUE SÃO UPAS?
As UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) integram a Política Nacional de Atenção às Urgências do Ministério da Saúde e oferecem atendimento de emergência de baixa e média complexidade 24 horas por dia. Elas são responsáveis por estabilizar o quadro clínico dos pacientes, definir um diagnóstico e analisar a necessidade de encaminhá-los ou não a uma unidade hospitalar. Os pacientes podem ser liberados, permanecer em observação por até 24h ou ser removidos a um hospital, no caso de o quadro ser grave ou mais complexo.
CLASSIFICAÇÃO
De acordo com a Portaria 1.020 publicada no dia 13 de maio de 2009 no Diário Oficial da União (DOU), as UPAs são classificadas em três diferentes portes, de acordo com o número de habitantes de cada região (veja quadro abaixo). Em regiões com menos de 50 mil habitantes, em vez da UPA, o governo oferece salas de estabilização com a presença de um médico para o atendimento das urgências mais observadas em cada localidade.
MELHORIA NO ATENDIMENTO - As Unidades de Pronto Atendimento oferecem serviço de Raio X, laboratório para exames, aparelho de eletrocardiograma e atendimento pediátrico. Nelas, a população pode resolver problemas como pressão alta, febre, cortes, queimaduras, alguns traumas, e receber o primeiro atendimento para infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC), entre outras enfermidades. Quando o paciente chega à unidade, os médicos prestam socorro, controlam o problema e detalham o diagnóstico. Eles analisam se é necessário encaminhar o paciente a um hospital ou mantê-lo em observação por até 24h.
O projeto UPA 24h é uma iniciativa do Ministério da Saúde para reorganizar o fluxo de atendimento na rede pública, com o objetivo de melhorar a assistência oferecida à população, desafogando os hospitais. As unidades estão integradas à rede do SAMU, à rede básica de saúde e à Estratégia Saúde da Família. Criada em 2002, a proposta integra a Política Nacional de Atenção às Urgências e Emergências e baseou-se em experiências de sucesso em cidades como Campinas (SP), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ).
REDUÇÃO DE FILAS - A experiência do estado do Rio de Janeiro, que possui 23 UPAs em funcionamento, demonstra a eficiência desses serviços no atendimento de urgência e emergência, resolvendo grande parte dos problemas sem necessidade de encaminhar o paciente a hospitais. O grau de resolutividade tem sido alto. Um exemplo: de maio de 2007, quando foi inaugurada a primeira unidade da rede (no bairro Maré, na capital), até o final de dezembro de 2009, 99,42% dos casos atendidos em 22 das unidades do Rio de Janeiro foram solucionados nas próprias UPAs.
As cidades interessadas em construir unidades devem ter o serviço de SAMU/192 habilitado ou estar em processo de aprovação do projeto. Entre os requisitos está o compromisso de atingir, no mínimo, 50% de cobertura da Estratégia Saúde da Família na abrangência de cada UPA, no prazo máximo de dois anos.
O QUE SÃO UPAS?
As UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) integram a Política Nacional de Atenção às Urgências do Ministério da Saúde e oferecem atendimento de emergência de baixa e média complexidade 24 horas por dia. Elas são responsáveis por estabilizar o quadro clínico dos pacientes, definir um diagnóstico e analisar a necessidade de encaminhá-los ou não a uma unidade hospitalar. Os pacientes podem ser liberados, permanecer em observação por até 24h ou ser removidos a um hospital, no caso de o quadro ser grave ou mais complexo.
CLASSIFICAÇÃO
De acordo com a Portaria 1.020 publicada no dia 13 de maio de 2009 no Diário Oficial da União (DOU), as UPAs são classificadas em três diferentes portes, de acordo com o número de habitantes de cada região (veja quadro abaixo). Em regiões com menos de 50 mil habitantes, em vez da UPA, o governo oferece salas de estabilização com a presença de um médico para o atendimento das urgências mais observadas em cada localidade.
Serviço/unidade | População da região de cobertura | Atendimentos médicos em 24 horas | Mínimo de médicos por plantão | Mínimo de leitos de observação |
UPA Porte I | 50.000 a 100.000 habitantes | 50 a 150 pacientes | 2 médicos, sendo um pediatra e um clínico geral | 5 – 8 leitos |
UPA Porte II | 100.001 a 200.000 habitantes | 151 a 300 pacientes | 4 médicos, distribuídos entre pediatras e clínicos gerais | 9 – 12 leitos |
UPA Porte III | 200.001 a 300.000 habitantes | 301 a 450 pacientes | 6 médicos, distribuídos entre pediatras e clínicos gerais | 13 – 20 leitos |
Salas de Estabilização | Menor que 50 mil habitantes | Demanda | 1 médico generalista habilitado em urgências | Nenhum ou menos que 5 leitos |
Além das 290 UPAs liberadas pelo Ministério da Saúde desde o início de 2009, a pasta repassou, em 2008, recursos para a construção de 58 UPAs em 19 estados e no Distrito Federal. No caso destas unidades, a verba foi repassada por meio de um convênio da Caixa Econômica Federal. A responsabilidade pela construção é dos estados e dos municípios. Veja a lista:
2008 - Realizado por meio de convênio com a Caixa Econômica Federal:
AC | 1 |
AM | 7 |
AP | 1 |
BA | 13 |
CE | 3 |
DF | 1 |
ES | 3 |
GO | 4 |
MA | 1 |
MS | 1 |
MT | 2 |
MG | 1 |
PA | 2 |
PB | 3 |
PE | 8 |
PR | 1 |
RN | 1 |
SC | 3 |
SP | 1 |
TO | 1 |
Total | 58 |
Outras informações
Atendimento à Imprensa
(61) 3315-3580 ou 3315-2351
jornalismo@saude.gov.br
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Conforme visto no quadro acima, estão previstas para o Rio Grande do Norte 5 UPAs. A principal delas está sendo construída pela Prefeitura na Zona Norte de Natal, resultado da parceria entre o Ministério da Saúde, a Prefeitura do Natal e o Governo do Estado (que doou o terreno).
Espera-se que a construção destas unidades (o que se pode chamar de hospitais de pequeno e médio porte na linguagem comum) a sobrecarga dos hospitais de referência regional e estadual se resolva, na medida em que passem a atender tão somente os casos com indicação para sua especialização (média e alta complexidade).










